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Rumo investirá R$ 200 mi em terminal no interior paulista
São Paulo - O braço de transporte e armazenamento do grupo agroindustrial Cosan, a Rumo Logística, acaba de anunciar o início das obras do terminal ferroviário de Itirapina (SP), ao custo de R$ 200 milhões. O investimento, segundo informou Julio Fontana Neto, presidente da Rumo Logística, colocará o complexo na vanguarda tecnológica nacional do setor. Isto porque o terminal será dotado de sistemas especiais, os quais garantirão que o produto transportado mantenha seu padrão de qualidade. Além disto, seus armazéns contarão com técnicas de controle de pragas e da temperatura interna dos galpões, além de mecanismos de proteção do produto estocado. Isto assegurará que as perdas por dissolução ou por dispersão aérea sejam diminuídas ao máximo no local.



A ideia é, simultaneamente, melhorar a rentabilidade das operações da Rumo e os níveis de sustentabilidade da companhia, tirando caminhões das estradas e trocando-os por trens de carga.

"O início das obras do Terminal de Itirapina, integrado a todas as ações da Rumo que estão em curso, mostram nosso compromisso tanto com a eficiência logística como com a melhoria das condições de vida da população", declarou Fontana Neto no evento em que anunciou a medida, na cidade de Sumaré, interior de São Paulo. Situada estrategicamente em local que atende a todas as linhas ferroviárias existentes na região, Itirapina fica na micro-região de Rio Claro (SP), e tem economia baseada no cultivo da cana-de-açúcar, gado de corte e serviços (turismo, em especial).



Sustentabilidade

Com a troca do modal de transporte do açúcar fabricado na região, aguarda-se uma forte queda na quantidade de viagens de caminhões nas estradas do Estado de São Paulo. Isto diminuirá a emissão de gás carbônico na atmosfera e colaborará com a melhor conservação das rodovias estaduais, segundo as expectativas da Rumo. "Juntos, nós trabalharemos para que o Estado de São Paulo tenha cada vez mais soluções logísticas de alto valor agregado, operando de maneira sustentável, eficiente e rentável", acrescenta Marcos Lutz, presidente da Cosan.



A iniciativa vem ao encontro da Política Estadual de Mudanças Climáticas de São Paulo, a qual prevê a redução de 20% das emissões de gás carbônico no estado até 2020. Além disso, serve para dinamizar a economica de Itirapina, bem como a de outros locais nas quais a Rumo Logística atua.



Santos

Esta não é a única iniciativa na qual a companhia está envolvida no momento. Ela está esperando a aprovação de um projeto de cobertura inédita para seu terminal em Santos (SP), sede do maior porto brasileiro. Hoje, devido às chuvas, o complexo da Rumo no município fica parado perto de 120 dias ao ano, o que obriga os navios a aguardarem e provoca congestionamentos de caminhões no local.



Previsto para ser concluído até o final de 2012, a cobertura metálica cobrirá o berço de atracação do Terminal Sul e terá 138 metros de comprimento por 76 de altura, suportando inclinação de chuvas a 41º. Ela será ainda revestida de uma membrana que captará águas de reúso. A cobertura foi desenhada para atender as maiores embarcações de carga existentes, como os navios Panamax e Cape Size, que transportam de 80 a 120 mil toneladas.



Locomotivas

Desde o início deste ano os terminais da Rumo Logística em Santos estão recebendo novas locomotivas compradas pela empresa. São 50 máquinas fabricadas pela General Electric, as quais oferecem maior potência e menor consumo de combustível. Além da aquisição destes equipamentos, a Rumo conta com 739 novos vagões manufaturados pela Amsterd Maxion e pela Randon, com capacidade 25% superior aos outros modelos e que comportam até 100 toneladas de açúcar cada. Com eles, o processo de descarregamento do produto é feito em no máximo 2 minutos, o que representa uma redução de 97% em relação ao tempo gasto em modelos mais antigos, que necessitam de até 90 minutos para serem descarregados.



No entanto, Reinaldo Clementino de Souza, professor de Macroeconomia e Relações Internacionais no campus santista da Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação (Esamc), pede cuidado com a expansão ferroviária na cidade: "Já há algum tempo o tráfego de trens é fortemente restringido nas linhas férreas que atravessam o sul da cidade de Santos. Só o lado norte do município, que passa por Cubatão, não apresenta tantas restrições". Ele explica que a passagem de trens por Santos foi reprimida depois de uma série de acidentes ocorridos com estes na cidade.



De qualquer maneira, Souza concorda que a opção ferroviária faz sentido para o País. "É um meio de transporte muito mais barato e ambientalmente aceitável que o uso de caminhões". Há demanda dos produtores agrícolas e industriais do Brasil por mais ligações férreas como as da Rumo aos portos nacionais, e a tendência é que ela vá progressivamente sendo suprida pelos operadores.

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